O Ipê do Cerrado – Ipê da minha Rua
Em versos, Jacira Rosa Pires exalta a beleza dos ipês e de outras árvores do Cerrado e faz um alerta sobre os impactos da poda e da mutilação da vegetação urbana
Publicado em 11/09/26
Jacira Rosa Pires
Cadeira 19
Árvore – Ipê, símbolo de beleza,
Harmonia – em cores, desenho, feição. Cresce esplêndida – quando não mutilada. Se ceifada, sofre – mas sobrevive.
A poda injusta – mata sua alma, não sua beleza,
E, se mutilada – cicatriza em camafeu, mostrando história. Tosca, retorcida – nos comove na florada.
E prova sua fortaleza – ser completo, representante, Que esbanja – oxigênio, sombra, beleza.
Destemida, abre espaço no chão, finca suas raízes, Cresce lançando braços ao vento em toda direção.
Com a queda das folhas – logo vem, garbosamente, em Primavera Florida. No Inverno – floresce, aquecendo corações
Em copas de variadas cores – rosa, lilás, branca e amarela. Exuberância gostosa, a maravilhar olhos atentos.
Por fim, no seu chão – um tapete de flores,
E brisa do vento a dizer – “pode passar, é pra você”! Chamativa! Exuberante! Generosa!
Cortar um Ipê!!!! Por que cortar?
Referenciar, sim – admirar, agradecer o acintoso esplendor! E não é só o Ipê – temos portentosas belezas:
Jacarandá – seu azul mimoso! Sublime!
Sibipiruna – cachos em amarelo marrom, Paineira – cachos em rosa amarelado.
Todas oferecem, em meia-lua – copas de flores, tapete de cores.
Passantes, ah! Passantes! – Passam sem sentir a beleza do espetáculo!
COLUNA PROSAS EM ARTES. Texto publicado no Jornal Opção, Goiânia, 8 de setembro 2026.
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/prosas-em-artes/o-ipe-do-cerrado-ipe-da-minha-rua-866805/