Sobre a AFLAG
A gênese da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Aflag) – Casa Rosarita Fleury fundamenta-se na superação de uma histórica assimetria de direitos. No ocaso da década de 1960, as mulheres permaneciam à margem da Academia Goiana de Letras (AGL), instituição que, desde sua fundação em 1939, replicava o modelo excludente da Academia Brasileira de Letras. Sob a égide de uma estrutura social e jurídica que invisibilizava a produção feminina, o acesso das intelectuais a esse reduto literário era formalmente cerceado.
Movida pelo propósito de reparar tal lacuna, a escritora Rosarita Fleury idealizou a criação de uma agremiação própria. Unindo esforços às professoras e escritoras Nelly Alves de Almeida e Ana Braga, instituiu um espaço de vanguarda para assegurar o protagonismo das artistas goianas. Sua instalação oficial, ocorrida em 9 de novembro de 1969, pautou-se pelo objetivo precípuo de conferir visibilidade às artes produzidas por mulheres, promovendo uma reestruturação das narrativas históricas e culturais do Estado.
Atualmente, a Aflag mantém o compromisso de fomentar a literatura, a música e as artes plásticas e cênicas, transcendendo fronteiras regionais. A Entidade atua, perenemente, como guardiã da norma culta e catalisadora do aprimoramento intelectual e artístico da sociedade goiana.
A consolidação deste legado deve-se à gestão profícua de onze acadêmicas que, ao longo de dez mandatos, presidiram a Casa com notória distinção:
- Rosarita Fleury (1970 – 1993)
- Célia Coutinho Seixo de Britto (1993 – 1994)
- Lygia de Moura Rassi (1994 – 1994)
- Ana Braga (1994 – 2002)
- Augusta Faro Fleury de Melo (2002 – 2006)
- Heloisa Helena Campos Borges (2006 – 2013)
- Maria Elizabeth Fleury Teixeira (2013 – 2017)
- Alba Lucinia de Castro Dayrell (2017 – 2019)
- Maria Elizabeth Fleury Teixeira (2019 – 2023)
- Elizabeth Abreu Caldeira Brito (2023 – 2025)
- Andréa Luísa de Oliveira Teixeira (2025 – 2027)